Reunião entre moradores de prédio que explodiu, órgãos públicos e construtora é marcado por tensão e revolta

  • por Redação
  • Sunday, 14 de January de 2024
Reunião contou com moradores, Caixa, Tenda, Ministério Público, Defesa Civil, Defensoria Pública, Defensoria Pública da União e Prefeitura registrou com momentos de tensão e acusações.(Foto: Dia Dia Com/Arquivo)

 

O promotor de Justiça Cláudio Ari Mello, coordenador do Centro de Apoio Operacional da Ordem Urbanística e Questões Fundiárias do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), presidiu, na manhã deste sábado (13), reunião com moradores do condomínio localizado no Bairro Rubem Berta, em Porto Alegre, atingido por uma explosão no dia 4 de janeiro.

Na ocasião, representantes da Caixa Econômica Federal e da Construtora Tenda anunciaram as medidas emergenciais que serão tomadas para assegurar o acesso à moradia às famílias que ficaram desabrigadas após o ocorrido, durante a reunião que durou três horas, moradores chegaram a discutir com os membros da mesa que nao concordaram com as propostas apresentadas.

Entre as iniciativas anunciadas, a Caixa Econômica Federal comunicou que as seguradoras dos imóveis pagarão as parcelas do financiamento dos moradores até que as unidades estejam recuperadas e disponíveis para reocupação. A Caixa também assegurou que poderá suspender a cobrança dos valores de financiamento por até seis meses.

Já a Construtora Tenda anunciou que não cobrará os valores das dívidas de parcelamento dos moradores das torres 09 e 10 pelos próximos seis meses, e dos moradores das torres 11 e 12 pelos próximos três meses. A Caixa também coordenará uma busca ativa por parte das seguradoras para contato com os moradores, com adoção de medida preferencial na conclusão dos seguros, para recuperação dos prédios e unidades e eventual pagamento do sinistro.

O encontro, que aconteceu no salão de eventos do Instituto de Educação São Francisco, contou com a participação de outros órgãos e instituições envolvidos, como Município de Porto Alegre, Guarida Administradora de Condomínios e Defensorias Públicas do Estado e União, Defesa Civil e equipes da brigada Militar deram apoio durante o encontro.

A explosão no terceiro andar da torre 10 aconteceu na madrugada do dia 4 de janeiro e, com o risco de colapso do prédio, as torres 9, 11 e 12 foram interditadas e os moradores impossibilitados de acessar suas moradias, durante o encontro, o representante da construtora informou que haviam dois funcionários da empresa no local logo após a explosão, que teriam realizado doações para os desabrigados e que forneceu itens básicos logo após o ocorrido, o que foi desmentido pelos moradores que estavam revoltados com a omissão da empresa, da administradora do condomínio e com o síndico 

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) ainda apura as circunstâncias da explosão, e o Corpo de Bombeiros Militar do RS, abriu uma sindicância interna para apurar se houve erro da corporação durante o atendimento da ocorrência.

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