Confusão com médico na UPA acaba em desacato a guardas e prisão em Novo Hamburgo

  • por Redação
  • Friday, 27 de March de 2026
O profissional teria desacatado e proferidos xingamentos contra os agentes da Guarda Municipal, ensejando a detenção do médico, que resistiu à prisão (Foto: Divulgação)

 

Uma ocorrência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro, na noite de quinta-feira (26), gerou revolta entre pacientes e funcionários, um médico plantonista foi imobilizado, algemado e detido por agentes da Guarda Municipal (GM) após um desentendimento na unidade.

Imagens gravadas por testemunhas mostram o profissional sendo contido no chão por três guardas, enquanto gritos de "abuso de autoridade" eram proferidos por pessoas que aguardavam atendimento.

A confusão teria começado por volta das 21h20, em meio a uma recepção lotada. Segundo relatos das próprias testemunhas, houve um atrito entre o médico e um paciente. Agentes da Guarda Municipal que realizavam a segurança do local intervieram, momento em que a situação escalou.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelos guardas, o médico teria adotado um comportamento "agressivo e desrespeitoso", apontando o dedo no rosto de um agente e proferindo ofensas, o que teria sido registrado por câmeras corporais (bodycams).

O profissional, que afirmou ter sido agredido durante a abordagem, foi conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Novo Hamburgo por desacato e resistência.

Nota da Prefeitura e Órgãos de Classe

Em nota, a Prefeitura de Novo Hamburgo informou que a Guarda Municipal está apurando internamente os fatos para esclarecer as circunstâncias da abordagem. A administração municipal destacou que o caso também está sob investigação da Polícia Civil.

Já o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) e o Sindicato Médico (Simers) repudiaram a ação. O Cremers classificou o episódio como "violência inaceitável" e "humilhação", afirmando que o médico foi tratado como criminoso no exercício de sua função.

A entidade já apresentou representação ao Ministério Público para apurar o que chamou de excessos arbitrários da Guarda Municipal.

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