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A queda de uma aeronave bimotor na manhã desta quarta-feira (10), resultou na morte de duas pessoas e deixou uma terceira gravemente ferida em Marília, no interior de São Paulo.
O acidente aéreo ocorreu por volta das 11h13, instantes após o avião decolar do Aeroporto de Marília para um voo de teste. De acordo com informações da concessionária Rede Voa, que administra o terminal, a aeronave planejava fazer um circuito rápido e retornar ao mesmo aeródromo de origem.
O impacto aconteceu em um campo de futebol pertencente à Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), localizado na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, no bairro Cascata, a cerca de um quilômetro da cabeceira da pista do aeroporto.
Com a força da colisão, o avião pegou fogo imediatamente, gerando uma densa nuvem de fumaça preta que assustou moradores da zona leste da cidade. Testemunhas relataram ter ouvido um forte barulho seguido por uma explosão antes de correrem para prestar os primeiros socorros.
O Corpo de Bombeiros confirmou que as duas vítimas fatais foram encontradas carbonizadas no interior da cabine destruída. Elas foram formalmente identificadas como os pilotos Henrique Guariente e Gabriel Maloni Mendes da Cruz.
Segundo dados coletados pelas autoridades locais, ambos atuavam profissionalmente na aviação civil, mas a apuração policial ainda não determinou de forma conclusiva qual deles comandava os controles do aparelho no momento exato da queda.
A terceira pessoa a bordo, um jovem de 28 anos, foi resgatada com vida por equipes de emergência e por civis que chegaram rapidamente ao campo de futebol.
O sobrevivente deu entrada no Hospital das Clínicas de Marília com um quadro de traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas, sendo considerado em estado grave.
Até o momento, a identidade do passageiro ferido não foi divulgada oficialmente pela equipe médica do pronto-socorro da região.
Ao todo, sete viaturas do Corpo de Bombeiros e ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram empenhadas na ocorrência para controlar o incêndio na fuselagem e realizar o trabalho de rescaldo.
A aeronave envolvida na tragédia é um modelo Beechcraft Baron 58, de prefixo PT-MDB, fabricado no ano de 1985. A empresa alimentícia Grupo Ponzan, proprietária do avião privado, emitiu uma nota oficial lamentando profundamente o falecimento de seu piloto, Gabriel Maloni, e informou que está oferecendo assistência jurídica e psicológica total aos familiares afetados.
Conforme dados extraídos do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o bimotor estava operando com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) inteiramente regularizado e válido até o ano de 2027.
Entretanto, a documentação oficial da agência reguladora aponta que a aeronave possuía restrições específicas e tinha o seu uso comercial expressamente vedado, o que proibia qualquer operação de táxi aéreo com cobrança de passagens.
Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), foram acionados para se deslocar até Marília e iniciar os procedimentos periciais no local.
Os técnicos coletarão componentes do motor e os restos da fuselagem para identificar se uma falha mecânica ou um erro operacional causou a tragédia, enquanto a Polícia Civil de São Paulo registrará o boletim de ocorrência no Plantão Policial da Delegacia Seccional do município.