Bebê de apenas 10 meses é morto pelo padrasto e choca por relembrar outro crime ocorrido há 4 anos atrás

  • por Redação
  • Monday, 01 de December de 2025
Caso ocorrido neste sábado reascendeu outro que ocorreu com a menina Maria Clara, morta e vítima de estupro pelo padrasto. (Foto: Cézar Henrique)

 

 

Hortolândia voltou a ser notícia devido a um novo crime bárbaro contra criança, um padrasto foi preso na noite deste sábado (29) após matar o enteado de apenas 10 meses, no Jardim Adelaide, em Hortolândia. O crime chocou os moradores da cidade e da região que relembraram outro que ocorreu em 2020.

O caso ganhou repercussão após uma mulher próxima da família gravar um vídeo para as redes sociais relatando o ocorrido. No registro, ela afirmava que o padrasto teria informado que dois homens em uma moto sequestraram o bebê enquanto ele passeava com a criança.

O corpo de Gustavo Henrique de Jesus Melo de apenas 10 meses foi localizado neste domingo (30) em uma área de mata na zona rural de Monte Mor, próximo ao bairro São Sebastião, a descoberta ocorreu após o padrasto da criança Gustavo Henrique da Silva de 30 anos, preso na noite de sábado (29), indicar aos policiais civis o ponto exato onde havia deixado o corpo.

A causa da morte do pequeno Gustavo será apontada após laudos do Instituto Médico Legal (Foto: Divulgação)

 

Segundo a Polícia Civil, o homem era responsável pelo bebê no momento do desaparecimento, e acabou confessou o homicídio durante depoimento, inicialmente, ele havia alegado que dois homens em uma motocicleta teriam sequestrado a criança durante um passeio, versão rapidamente descartada após a confissão.

A localização do corpo mobilizou equipes da Polícia Científica, que realizaram perícia detalhada na área, após os trabalhos periciais, o corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) de Americana, onde passará por exames que devem auxiliar na elucidação completa da dinâmica e da causa da morte. A motivação do crime ainda não foi divulgada. O caso segue sob investigação.

Caso Maria Clara

O caso do bebe Gustavo reascende outro que aconteceu de forma semelhante na cidade, em 17 de dezembro de 2020, Maria Clara Calixto Nascimento na época com 5 anos foi encontrada morta dentro de uma caixa de papelão, em um terreno no bairro Jardim São Felipe, o padrasto da vítima confessou que matou a criança e está preso. A investigação ainda constatou que a vítima sofreu abuso sexual e o corpo tinha sinais de estrangulamento.

A criança estava desaparecida desde a manhã do dia anterior, quando, segundo a avó da garota, ela saiu para brincar na casa de uma vizinha. A mãe da menina, uma auxiliar de produção de 25 anos, chegou para almoçar e questionou o companheiro sobre a localização da garota. Na ocasião, ele disse que estava dormindo e não viu ela sair.

Maria Clara Calixto Nascimento foi localizada em uma caixa sem vida pela mãe durante buscas (Foto: Divulgação)

 

A partir disso, a família começou a procurar a criança e registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento na Delegacia de Hortolândia. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o padrasto foi localizado em Campinas (SP) na manhã desta sexta e levado à delegacia, onde confessou o crime.

O homem, que já tem passagem pela polícia por estupro, chegou a prestar depoimento na quinta-feira e disse que não sabia nada sobre o paradeiro de Maria Clara. Em seguida, ele se abrigou na casa de parentes em Monte Mor (SP) antes de tentar fugir para Campinas. 

A garota foi encontrada próximo à residência dela, no bairro Vila Real, por familiares e amigos, que mantiveram a procura, a mãe da criança retirou o corpo da filha pelas próprias mãos e levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Nova Hortolândia, mas ela já chegou sem vida ao local.

Depois da prisão do homem, o clima ficou muito tenso na delegacia. Parentes e amigos da família da vítima foram até o local para tentar ver o padrasto da criança. Foram ouvidos xingamentos, gritos e até bombas de fumaça foram jogadas dentro do imóvel, os moradores chegaram a fechar a rua da delegacia com uma barricada de pneus com fogo, o que acirrou ainda mais os ânimos.

Cássio Martins Camilo de 30 anos, foi julgado no dia 16 de maio de 2024 sendo condenado a 32 anos, dez meses e dez dias de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável agravado, homicídio qualificado por asfixia e outros meios cruéis, além de feminicídio e ocultação de cadáver. Camilo também já havia sido condenado a 18 anos de prisão por um crime semelhante cometido em Monte Mor. 

Camilo participou do julgamento de uma sala no presídio de Sorocaba, onde está preso desde o crime. Ele confessou o assassinato, mas negou o estupro, alegando que matou a enteada por vingança contra a mãe, uma auxiliar de produção de 25 anos. Segundo a denúncia do promotor de Justiça Pedro Campos, no dia do crime, o réu estava sozinho com a criança, enquanto a mãe trabalhava. Durante esse período, ele tentou molestá-la, mas a menina gritou. Em resposta, Camilo agrediu, violentou e asfixiou Maria Clara. A perícia confirmou sinais de estrangulamento na criança.

 

*Com informações: Cézar Henrique e Correio Popular

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