Candiato a prefeito de Sumaré, Willian Sousa é acusado por revista de apresentar diploma falso

  • por Redação
  • Saturday, 19 de October de 2024
Segundo a VEJA, diploma não é reconhecido por universidade do Amapá. (Foto: Divulgação)

 

O candidato a prefeito de Sumaré Willian Souza (PT), foi denunciado ma Justiça Eleitoral por suposta fraude documental ao apresentar o diploma de diteito. A revelação ocorreu após uma reportagem da revista VEJA seu portal.

Segundo a publicação, o candidato foi denunciado à Justiça Eleitoral por suposta fraude documental em seu diploma de Direito, utilizado no registro de sua candidatura, a revista teve acesso à notícia-crime protocolada na 362ª Zona Eleitoral de Sumaré, na última terça-feira (15), que ponta indícios de fraude no documento apresentado por Willian Souza.

O diploma teria sido emitido em 2020 pela Faculdade da Aldeia de Carapicuíba (FALC), foi registrado por uma instituição que havia sido descredenciada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2018, ficando proibida desde entao de emitir certificados de conclusão de curso.

A ação judicial solicitou abertura de um inquérito no Ministério Público Eleitoral (MPE), acusando o candidato de falsificação de documento, conforme estipulado no artigo 353 do Código Eleitoral. A advogada Renata Costa Ataide, que assina a denúncia, escreveu: “Estão claramente caracterizados os indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva, sendo a conduta ainda mais grave quando o representado utiliza o falso título para se diferenciar dos demais concorrentes.”

O crime de falsificação de documento é previsto no artigo 353 do Código Eleitoral. O diploma apresentado por Willian Souza indica que o curso de Direito da FALC estava formalmente conveniado à Universidade Estadual do Amapá (UEAP), que, segundo o documento, teria validado o título junto ao MEC.

No entanto, a Universidade Estadual do Amapá negou qualquer ligação com a FALC e nega a autenticidade do diploma. Em nota oficial inclusa no processo, a instituição esclarece: “Não há registro de processo de credenciamento da FALC nos arquivos da UEAP. Assim, não é possível a realização do registro de diploma por parte da universidade.”

Além disso, em junho de 2024, cinco servidores da UEAP foram indiciados por corrupção em uma investigação relacionada à venda de diplomas falsificados. O inquérito, conduzido pela Polícia Civil do Amapá desde 2021, revelou a atuação de uma organização criminosa responsável por gerar mais de 12 milhões de reais em lucro com a comercialização de aproximadamente 62 mil diplomas fraudulentos.

Outro ponto de destaque na denúncia é o intervalo extremamente curto entre a emissão do diploma pela FALC, em 5 de dezembro de 2020, e sua suposta validação pela UEAP, em 8 de dezembro do mesmo ano. Apenas três dias separaram a expedição e a autenticação de um documento por instituições localizadas a cerca de 8.000 quilômetros de distância uma da outra.

A Campanha do petista no primeiro turno foi alvo de roubo ao depósito de materiais, e até tentativa de homicídio contra o coordenador Roberto Vensel, que, não foi atingido por disparos de arma de fogo, até o momento, 

A assessoria do candidato soltou a seguinte nota: “O diploma de Willian Souza, bacharel em Direito pela Faculdade da Aldeia de Carapicuíba (FALC), é autêntico. O fato da instituição ter sido descredenciada pelo MEC após a conclusão do curso de Willian não invalida sua formação. A questão do registro do diploma da FALC junto à Universidade do Estado do Amapá, está sendo tratada entre as instituições, com o objetivo de resolver a situação que envolve não apenas Willian, mas mais de 90 ex-alunos.”

Willian realizou um boletim de ocorrência na Polícia Civil solicitando investigação a respeito do ocorrido, a fim que as medidas cabíveis sejam tomadas, sua situação regularizada e seus direitos preservados

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