Escola particular recusa matricular criança com TDAH e pai registra boletim de ocorrência em Sumaré

  • por Redação
  • Tuesday, 21 de December de 2021
Segundo o pai, diante da descriminação sofrida ele registrou o boletim de ocorrência e estuda entrar com liminar para conseguir a vaga.(Foto:Dia Dia Com.)

 

Uma escola particular do bairro Jardim Nova Veneza em Sumaré recusou dar uma vaga a uma criança de oito anos, que possui autismo leve e Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O pai da criança que tem liminar da justiça registrou um boletim de ocorrência na última sexta-feira

Em conversa com o pai da criança ao PORTAL DIA DIA NEWS, ao tentar matricular o filho a escola se recusou a aceitar o registro, Genilson Aparecido Marinho da Silva de 39 anos relata que por questões financeiras e dificuldades de transporte decidiu transferir o filho de escola, ele atualmente estudava em uma escola particular em Nova Odessa e a família mora em Sumaré.

Ao realizar o contato com o colégio particular, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp, sobre a vaga, e relatando a situação do filho, a pessoa que estava conversando com Genilson simplesmente parou de responder, ele ainda tentou por diversas vezes entrar em contato, mas sem sucesso.

A coordenadora pedagógica contatou o pai horas mais tarde informando que o colégio não disponibilizaria uma vaga para o filho dele, pois o colégio já tinha duas crianças autistas matriculadas, uma de manhã e outra à tarde, e que o processo de matrícula exige um acompanhante terapêutico durante as aulas, a criança, segundo o vigilante, já conta com esse acompanhante.

Genilson obteve uma liminar perante a justiça que garante o acompanhante terapêutico disponibilizado pelo convênio médico, se matricular a criança em uma unidade educacional pública poderá perder o direito ao acompanhante devido ao convênio médico ser particular, explica.

Genilson relara ainda que a criança está sem estudar e sente falta da sala de aula, a família agora busca de uma escola mais próxima para o filho porque também cuida da mãe que é idosa e que precisa de cuidados, pois já não enxerga e não escuta. Em nota, o Vivare Colégio informou que a matrícula não foi efetivada por não haver mais vagas na turma.

Segundo a nota, em momento algum a negativa foi devido ao TDAH. Qualquer aluno que procurar o colégio para a mesma turma, não conseguirá realizar a matrícula pelo mesmo motivo. O colégio segundo a nota atualmente possui alunos com autismo.

Agora o pai da criança estuda ingressar com uma nova ação na Justiça para ter direito a vaga, que atende todos os requisitos necessários para a matrícula do filho ser enfim efetivada.

 

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