Garçonete com sintomas de Coronavírus é humilhada e constrangida por funcionários da UPA, em Sumaré(SP)

  • por Redação
  • Friday, 13 de March de 2020
Foto: Divulgação

 

Uma garçonete com suspeita de estar infectada com Coronavírus, foi humilhada ao pedir para realizar exames, no início da tarde desta quinta-feira (12), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Macarenko, em Sumaré (SP). A mulher apresentou sintomas do COVID-19 após trabalhar em um casamento, onde haviam chineses recém chegados do epicentro da doença, e com máscaras.

A garçonete Vanda Santos Guimarães, de 35 anos foi até a unidade com sintomas do vírus por volta das 12h45, ao passar pela triagem ela perguntou se faziam teste ou exames, já que estava preocupada com a epidemia, a profissional, segundo Vanda riu da cara da paciente. "Perguntei inocentemente se faziam exames do coronaírus e a enfermeira deu gargalhada da minha cara, outra enfermeira falou em tom de deboche se eu havia viajado para fora do país,eu respondi que trabalhava de garçonete em um bar de alto patrão, e recentemente há uma semana trabalhei em uma festa de casamento, onde haviam chineses recém-chegados da China, eles usavam máscaras, em certos momentos tiravam as máscaras para comer e conversar, fiquei por algumas horas atendendo eles que em muitas das vezes estam sem as máscaras, fiquei completamente indignada já que haviam dois casos suspeitos na mesma UPA.." Conta a gaçonete completamente revoltada.

Ainda segundo Vanda, contiunando em tons de deboche, as funcionárias deram uma máscara à ela e pediram para que ficasse aguardando,ao utilizar a máscara, outras pessoas que estavam no local ríam da situação, "Meu marido perguntou o que havia acontecido e disse todo o ocorrido, ainda disse que se estivesse com a doença todos iriam acabar ficando infectados, foi onde outras pessoas deram risada da minha cara, fiquei tão constrangida com tamanha humilhação que fui embora aos prantos...". Desabafa a garçonete.

Após mais de cinco horas de espera e sem ser atendida, Vanda e seu marido foram embora para casa onde moram, no Parque da Amizade, sem atendimento, após terem passado por tanta humilhação e constrangimento, ficou o sentimento de impotência. " Trabalho com eventos e também em um bar de alto padrão de Campinas, fui até lá pq estou realmente com os sintomas, não estava brincando e mesmo sem condições financeiras fui até a UPA, fui pra ser atendida e não pra ser humilhada e passar por todo esse constrangimento, estou me sentindo um lixo, completamente humilhada com uma situação tão séria". conta desolada.

A reportagem do Portal Dia Dia News entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Sumaré,  Secretaria Municipal de Saúde e até com  a direção da UPA, porém, até a publicação da matéria não obteve resposta.

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