Oliver Tree, Gaspi e Lucas Frota são as vítimas de colisão de helicópteros no Rio de Janeiro

  • por Redação
  • Sunday, 14 de June de 2026
Tragédia aérea destrói duas aeronaves no Recreio dos Bandeirantes, provoca explosões em pátio de concessionária e deixa seis mortos de forma imediata na Zona Oeste.(Foto: Divulgação)

 

Cenário artístico internacional foi impactado após a colisão aérea entre dois helicópteros que resultou na morte de seis pessoas no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

As aeronaves de prefixos PP-MAC e PR-DJJ se chocaram em pleno voo e caíram no pátio logístico de uma concessionária de veículos da fabricante BYD, localizada na Avenida das Américas.

Todas as vítimas morreram de forma imediata antes mesmo da chegada das equipes de socorro, os registros que antecederam o desastre revelam que o grupo de passageiros aproveitava o fim de semana na capital fluminense para o planejamento de novos projetos artísticos.

Na noite de sábado, o cantor e produtor musical norte-americano Oliver Tree Nickel, de 32 anos, publicou vídeos nas redes sociais celebrando sua primeira viagem ao Brasil, após ter se apresentado em São Paulo no início do mês.

Na mesma sintonia, o influenciador digital e youtuber argentino Gaspar Prim, de 23 anos, conhecido publicamente como Gaspi, e o diretor de videoclipes argentino Lucas Vignale, de 28 anos, compartilhavam fotos em pontos turísticos cariocas.

Os criadores de conteúdo internacionais se uniram ao DJ e produtor musical brasileiro Lucas Brito Chaves, o Lucas Frota, com o objetivo de embarcar rumo a Angra dos Reis para a gravação de um clipe musical.

Cada um dos ocupantes famosos do voo principal carregava uma trajetória marcante de sucesso e forte conexão com o público jovem global:

Oliver Tree: Nascido em Santa Cruz, na Califórnia, o cantor e produtor norte-americano de 32 anos conquistou o mundo com sua fusão única de pop alternativo, rap e música eletrônica.

Conhecido por hits globais como "Life Goes On" e "Miss You", ele se destacava não apenas pela sonoridade, mas por sua estética visual irreverente, marcada por cortes de cabelo tigela, jaquetas retrô multicoloridas e vídeos satíricos que acumulavam bilhões de visualizações nas plataformas digitais.

Ele estava no Brasil para uma turnê especial após anos de forte apelo do público sul-americano.

Gaspi (Gaspar Prim): Fenômeno absoluto do YouTube na Argentina e na América Latina, o jovem de 23 anos acumulava milhões de inscritos com um formato de conteúdo dinâmico e disruptivo.

Gaspi revolucionou o humor de rua na internet com entrevistas de tom ácido, pegadinhas politicamente incorretas e desafios cotidianos que viralizavam instantaneamente no TikTok e no Instagram, consolidando-se como uma das vozes mais influentes da nova geração de criadores hispânicos.

Lucas Frota (Lucas Brito Chaves): O DJ e produtor musical brasileiro atuava como a ponte cultural da comitiva. Em plena ascensão na cena da música eletrônica nacional, Lucas era reconhecido nos bastidores por sua capacidade de articular parcerias internacionais, conectando artistas estrangeiros a grandes festivais, produtoras e locações icônicas do Brasil.

Sua presença no voo visava a curadoria e a produção executiva do novo projeto audiovisual do grupo em solo fluminense.

Lucas Vignale: Diretor audiovisual argentino de 28 anos, era o cérebro cinematográfico por trás da estética de grandes nomes da internet e da música urbana na Argentina.

Parceiro de longa data de Gaspi, Vignale transformava roteiros informais em produções dinâmicas de alta qualidade visual.

Seu trabalho técnico era amplamente elogiado pela capacidade de capturar a essência da cultura pop e de rua, sendo o responsável escolhido para registrar as imagens oficiais da viagem que culminaria no litoral fluminense.

A condução das aeronaves estava sob a responsabilidade de profissionais respeitados e com histórico impecável na aviação civil brasileira.

No comando do helicóptero que transportava os artistas estava Alexandre Souza, piloto comercial de longa data, amplamente elogiado por colegas pela precisão técnica em voos executivos e rotas turísticas complexas pelo Rio de Janeiro.

Na outra aeronave, de prefixo PR-DJJ, estava Charles Marsillac, de 60 anos, um veterano dos voos corporativos com décadas de experiência no transporte de grandes executivos e em procedimentos logísticos de alta exigência.

Ambos eram vistos pelo mercado como referências de segurança, o que torna o acidente ainda mais surpreendente para a comunidade aeronáutica regional.

O acionamento de emergência para o Corpo de Bombeiros Militar ocorreu exatamente às 8h59 deste domingo, mobilizando de imediato os quartéis da região para conter as chamas na concessionária.

A aeronave de prefixo PP-MAC transportava o grupo de artistas sob o comando de Alexandre Souza, enquanto o helicóptero de Charles Marsillac trafegava pelo mesmo corredor aéreo com destino a um ponto de reabastecimento de combustível.

Por motivos que ainda dependem de perícia técnica detalhada, as trajetórias dos dois veículos se cruzaram de maneira fatal. Por volta de 10h30, o comando do Corpo de Bombeiros confirmou oficialmente o óbito de todos os ocupantes, após o desdobramento de 45 militares e 15 viaturas na área do acidente.

O perímetro de isolamento revelava que uma das aeronaves explodiu instantaneamente com o choque no solo, arremessando destroços por um raio de mais de 100 metros, enquanto o segundo piloto foi localizado sem vida preso às ferragens de sua própria cabine.

O fogo intenso consumiu por completo cerca de 20 carros novos que aguardavam distribuição no pátio atingido, gerando uma densa fumaça escura que pôde ser vista de diversos pontos do bairro.

No início da tarde, por volta de 13h30, os investigadores da 42ª DP do Recreio dos Bandeirantes concluíram a identificação formal de todos os corpos e iniciaram a oitiva de testemunhas da queda.

Logo em sequência, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, manifestou profundo pesar em pronunciamento público oficial, revelando que possuía laços de proximidade com um dos comandantes mortos e ressaltando a alta qualificação e o histórico seguro de ambos os pilotos envolvidos.

Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) assumiram a custódia do local do acidente para remover os componentes dos motores e painéis de navegação, dando início à investigação que determinará os fatores mecânicos ou operacionais que culminaram na tragédia.

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