Operação Hipócrates prende falso médico e investiga nove mortes em hospital de São Paulo

  • por Redação
  • Wednesday, 27 de May de 2026
Investigações iniciadas após relato ao Disque Denúncia revelam que dois suspeitos realizaram cerca de dois mil atendimentos na Zona Leste da capital. (Foto: Divulgação)

 

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (26), a segunda fase da Operação Hipócrates para desarticular um esquema de falsos médicos que atuavam em um hospital privado na Zona Leste da capital paulista.

A ação resultou na prisão de um dos investigados e na apreensão de celulares, notebook, medicamentos e equipamentos médicos. Um segundo envolvido no esquema foi identificado pelas autoridades, mas conseguiu fugir para o Chile e permanece foragido. A Justiça também impôs medidas cautelares contra a administração da unidade de saúde.

As investigações começaram após uma denúncia anônima encaminhada ao Disque Denúncia. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, os dois falsos profissionais atuaram por cerca de dois anos no hospital e realizaram aproximadamente dois mil atendimentos. Até o momento, as autoridades apuraram que nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos procedimentos prestados pela dupla.

Durante coletiva de imprensa, o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, revelou que os policiais do 22° Distrito Policial, em São Miguel Paulista, tentaram prender o suspeito foragido no dia 16 de dezembro.

No entanto, a própria direção do hospital interferiu e atrapalhou a ação policial. Ciente de que era alvo da polícia, o homem fugiu para o território chileno. A Polícia Civil já iniciou os contatos com as autoridades internacionais para localizar o investigado.

O delegado titular do 22° DP, Mariano de Araújo, explicou que os trabalhos investigativos continuam porque a lista de vítimas pode ser ainda maior.

Os policiais descobriram que um dos envolvidos também prestou serviços no atendimento emergencial de outro hospital. Além disso, o homem preso nesta terça-feira continuava exercendo a profissão ilegalmente por meio de consultas de telemedicina e foi flagrado pelas equipes na rua de seu apartamento enquanto aplicava uma medicação em uma cliente.

O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, elogiou a mobilização das equipes desde o recebimento do relato anônimo no ano passado e destacou que a colaboração da população por meio do Disque Denúncia foi fundamental para a descoberta e a resolução do caso.

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