Irmão de Eloá Pimentel, tenente da Rota é baleado na cabeça em São Caetano do Sul

  • por Redação
  • Saturday, 27 de June de 2026
O primeiro-tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi atacado por criminosos armados enquanto pilotava uma moto; ele foi socorrido em estado grave por um helicóptero da Polícia Militar e passa por cirurgia complexa. (Foto: Divulgação)

 

O primeiro-tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, foi baleado na cabeça durante um ataque a tiros na manhã deste sábado, (27), em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo.

O oficial, que integra as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, é irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, a jovem que foi assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves após o cárcere privado mais longo da história do estado.

Informações que circulam nas redes sociais sobre a morte do policial foram formalmente desmentidas pela Polícia Militar e pela Secretaria da Segurança Pública, que confirmaram que ele segue vivo, embora em estado de saúde considerado gravíssimo.

O crime aconteceu na Avenida Goiás, uma das principais vias de São Caetano do Sul. Imagens capturadas por câmeras de monitoramento da região registraram o momento em que o tenente, que estava de folga e à paisana, parou sua motocicleta de alta cilindrada em um semáforo.

Dois criminosos a bordo de outra moto se aproximaram por trás e dispararam à queima-roupa contra a cabeça da vítima, fugindo imediatamente em seguida sem levar o veículo ou pertences do policial.

O oficial desmaiou na via pública e recebeu os primeiros atendimentos médicos ainda no local da abordagem. Devido à extrema gravidade do ferimento, o helicóptero Águia da Polícia Militar foi acionado para realizar o transporte aeromédico urgente até o Hospital Estadual Mário Covas, localizado em Santo André.

De acordo com a equipe médica da instituição de saúde e notas oficiais emitidas pelas forças de segurança paulistas, o tenente deu entrada inconsciente no pronto-socorro e foi encaminhado diretamente ao centro cirúrgico para a realização de um procedimento complexo de urgência visando conter a hemorragia e tentar remover o projétil. O hospital monitora as funções vitais do paciente, cujo quadro clínico permanece sob cuidados intensivos e delicados.

A Polícia Civil de São Paulo assumiu as investigações por meio da Delegacia Sede de São Caetano do Sul, contando com o apoio de unidades especializadas da PM. Poucas horas após o crime, a motocicleta utilizada pelos criminosos na ação foi localizada abandonada no bairro do Ipiranga, na Zona Sul da capital paulista, e passou por perícia datiloscópica na tentativa de identificar os autores.

Os investigadores trabalham atualmente com duas linhas principais de apuração: a hipótese de uma tentativa frustrada de latrocínio, visto que o veículo da vítima era de alto padrão, ou a possibilidade de uma execução premeditada motivada estritamente pela atuação de Ronickson nas fileiras da tropa de elite da polícia paulista.

O atentado provocou comoção interna na corporação e repercussão imediata na cúpula do governo estadual. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, utilizou suas redes sociais para manifestar profunda indignação e repudiar o crime de forma contundente.

Em sua publicação, o chefe do Executivo paulista declarou: "O 1° tenente Ronickson, do Batalhão de Choque da Polícia Militar, irmão da jovem Eloá, sofreu uma tentativa de execução em São Caetano do Sul. Um ataque covarde. Nossa polícia já localizou a moto usada pelos criminosos e está caçando esses vagabundos. Não haverá trégua. Eles serão identificados e punidos com o rigor da lei. Força ao tenente, que está passando por cirurgia". Tarcísio informou ainda que determinou prioridade máxima e mobilização total das forças policiais para a localização e prisão imediata dos responsáveis.

Ronickson ingressou na Polícia Militar no ano de 2009, logo após a tragédia familiar com sua irmã Eloá, e foi transferido para o batalhão da Rota em 2019, onde construiu uma carreira respeitada por seus pares.

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