Secretário de Habitação de São Leopoldo denuncia “terrorismo político” contra moradores da Steigleder e garante continuidade de projetos de R$ 138 milhões

  • por Redação
  • Thursday, 08 de October de 2026
Rodrigo Bach afirma que famílias de baixa renda da região Nordeste estão sendo amedrontadas com informações de que os investimentos habitacionais seriam interrompidos caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial. Segundo o secretário, os contratos já foram assinados e o primeiro repasse à cooperativa foi realizado.(Foto: Divulgação)

 

O secretário municipal de Habitação de São Leopoldo, Rodrigo Bach, denunciou nesta quinta-feira (8) uma suposta tentativa de provocar medo entre moradores de baixa renda da região Nordeste da cidade, especialmente na comunidade da Steigleder. Segundo ele, pessoas estariam espalhando informações de que projetos habitacionais previstos para a região seriam interrompidos caso Flávio Bolsonaro vença Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Em manifestação divulgada em vídeo, Bach classificou a situação como “terrorismo político” e afirmou que os investimentos habitacionais anunciados já possuem contratos assinados, não dependendo, segundo ele, do resultado da disputa presidencial.

“Terrorismo político. É exatamente isso. Terrorismo. É o que estão fazendo ou tentando fazer aqui em São Leopoldo. Recentemente fizeram isso lá na Unisinos e agora estão fazendo na região Nordeste para as pessoas de baixa renda ali da Steigleder”, declarou o secretário.

De acordo com Bach, um grupo de pessoas estaria utilizando a disputa eleitoral para gerar insegurança entre famílias que aguardam a execução dos empreendimentos habitacionais. O secretário afirmou que as informações sobre uma possível suspensão dos projetos não correspondem à situação dos contratos.

“Não se deixe ser enganado, porque tem um grupo, algumas pessoas, causando medo e espanto, falando que se o Flávio Bolsonaro ganhar as eleições, os projetos habitacionais da Steigleder não vão acontecer. Eu quero dizer que isso é mentira, porque o processo e o projeto já foram assinados”, afirmou.

O secretário destacou que o investimento anunciado para a região Nordeste é de R$ 138 milhões e que os procedimentos administrativos necessários para o andamento dos empreendimentos já foram iniciados.

Segundo Bach, a execução dos projetos envolve etapas técnicas que precisam ser cumpridas pelas entidades responsáveis, incluindo a elaboração de documentos, adequações solicitadas e demais exigências para o início das obras.

Ele relatou ter conversado com a arquiteta responsável pelos projetos habitacionais da Steigleder, da cooperativa e da Mauá. Conforme o secretário, o primeiro repasse de recursos já foi realizado à cooperativa, que agora precisa avançar nas providências necessárias à execução.

“O projeto precisa ser executado e o primeiro repasse já veio para a cooperativa. O que precisa é a cooperativa fazer os projetos, fazer as adequações que foram solicitadas e executar”, explicou Bach.

O secretário também reforçou que a existência dos contratos representa um compromisso administrativo com os empreendimentos, embora a liberação das demais parcelas e a execução das obras continuem sujeitas ao cumprimento das exigências legais, técnicas e financeiras.

Durante a manifestação, Rodrigo Bach relacionou a situação enfrentada pelos moradores da Steigleder a um episódio recente ocorrido na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Segundo ele, os dois casos demonstrariam tentativas de utilizar o cenário eleitoral para provocar preocupação na população.

Bach também criticou a condução das contas públicas pelo governo federal. Ele mencionou informações divulgadas pela CNN Brasil e pela Agência Brasil sobre o déficit registrado em agosto, além de números apresentados pelo Banco Central.

Na declaração, o secretário citou um déficit de aproximadamente R$ 13 bilhões e outro indicador próximo de R$ 14 bilhões. Os valores mencionados são provenientes de levantamentos.

Ao abordar a situação econômica, Bach afirmou que o país enfrenta dificuldades fiscais e defendeu que os recursos públicos sejam efetivamente transformados em serviços e investimentos para a população.

O secretário também procurou tranquilizar os moradores da região Nordeste, especialmente as famílias que aguardam os projetos habitacionais.

“Eu quero falar para a região Nordeste e para toda a cidade de São Leopoldo: não se aterrorize, não fique com medo, porque pior que está, não vai continuar, porque a gente tem trabalhado muito para que os projetos habitacionais continuem”, declarou.

Na avaliação de Bach, a continuidade dos trabalhos administrativos e técnicos deve ser preservada independentemente de quem assumir a Presidência da República após as eleições.

“Independentemente de Flávio Bolsonaro, vamos trabalhar, porque o Brasil precisa de pessoas que realmente estejam engajadas no trabalho e não de pessoas que aterrorizem o cidadão brasileiro”, concluiu.

As denúncias feitas pelo secretário não identificam nominalmente os responsáveis pela suposta divulgação das informações aos moradores. Também não foram apresentados, na manifestação, registros que permitam confirmar a autoria ou a extensão dos episódios relatados.

A assinatura de contratos e a realização de repasses representam etapas importantes para o andamento dos empreendimentos.

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