Idosa de 68 anos é morta pelo companheiro e caso é o 39° feminicídio do ano no RS

  • por Redação
  • Wednesday, 24 de June de 2026
Crime chocou a comunidade de Linha São José dos Tonial, no interior de Marau, onde o agressor de 70 anos confessou o crime ao dar entrada ferido em hospital.(Foto: Rádio Vang)

 

Uma tragédia abalou a comunidade de Linha São José dos Tonial, no interior do município de Marau, na região Norte do Rio Grande do Sul, na noite desta terça-feira, (23).

Inês Bressiani Serafin, de 68 anos, foi encontrada morta em sua residência após ser vítima de um ataque fatal. O assassinato da idosa passa a constar oficialmente nas estatísticas da segurança pública gaúcha como o 39° feminicídio consumado no estado desde o início do ano de 2026.

O desenrolar da ocorrência policial teve início por volta das 19h30, quando o companheiro da vítima e principal suspeito do crime, um homem de 70 anos, deu entrada apresentando diversos ferimentos pelo corpo no Hospital Cristo Redentor, em Marau.

Durante o atendimento médico na instituição de saúde, o idoso revelou aos funcionários e aos policiais militares que havia acabado de assassinar a própria companheira na residência do casal.

A identidade oficial do agressor não foi divulgada pelas autoridades policiais até o momento. Diante da confissão imediata, os agentes de segurança acionaram as equipes da Delegacia de Polícia de Marau, que se deslocaram rapidamente até o endereço indicado na área rural.

Ao chegarem na propriedade rural, as equipes policiais confirmaram o óbito de Inês Bressiani Serafin, que já estava sem vida e apresentava ferimentos provocados por golpes de arma branca, indicando que o agressor utilizou uma faca para desferir os golpes fatais.

O homem recebeu voz de prisão em flagrante por feminicídio pelas forças policiais, mas precisou ser transferido sob custódia e escolta da Brigada Militar para uma casa de saúde de alta complexidade no município vizinho de Passo Fundo em virtude da gravidade de suas lesões corporais.

O delegado titular da Polícia Civil, Norberto Rodrigues, informou que equipes de investigação foram imediatamente mobilizadas para efetuar o isolamento completo do perímetro do crime.

O local permaneceu totalmente resguardado pela Brigada Militar até a chegada dos peritos do Instituto-Geral de Perícias, responsáveis pelo levantamento dos dados técnicos, coleta de evidências e exames periciais necessários para instruir o inquérito policial.

Até o momento, as circunstâncias e desavenças que motivaram o desentendimento e a brutal agressão na comunidade rural ainda seguem desconhecidas e estão sob investigação ativa da Polícia Civil.

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