Professor de escola de São Leopoldo é preso após denúncias de crimes sexuais

  • por Redação
  • Saturday, 23 de August de 2025
Pelo menos 17 casos foram relatados e seguem sendo investigados pela polícia civil (Foto: Polícia Civil)

 

A Polícia Civil prendeu preventivamente um professor de 43 anos, investigado por crimes sexuais contra alunos de uma escola municipal de São Leopoldo, no Vale do Sinos. Até o momento, a investigação identificou 17 casos de suposto estupro de vulnerável.

A prisão ocorreu na última quinta-feira (21), em Gravataí, no bairro Morungava, durante uma ação da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de São Leopoldo. Além da detenção, os agentes cumpriram mandado de busca e apreenderam aparelhos eletrônicos, que agora passarão por perícia.

Segundo a delegada Michele Arigony, responsável pela investigação, as vítimas são crianças entre seis e dez anos de idade, e os abusos teriam ocorrido ao longo deste ano letivo, dentro da escola onde o professor atuava. Após denúncias feitas por familiares, os alunos foram encaminhados para exames periciais.

O docente não teve o nome divulgado e optou por permanecer em silêncio, ele apenas disse que só se manifestará em juízo. Conforme a Polícia Civil, ele não tem antecedentes criminais.

A descoberta dos casos abalou a comunidade escolar, a mãe de uma das vítimas contou que descobriu a suspeita por meio de outros pais em um grupo de WhatsApp, no dia 14. Ao questionar o filho, de seis anos, ouviu dele que o professor o colocava no colo, dava beijos e passava a mão em seu corpo."Foi um choque. Meu filho estudava desde o início do ano com ele" relatou.

Outra denúncia foi registrada pela tia de um menino da mesma idade, que afirmou que o sobrinho relatou os abusos em casa e passou a apresentar mudanças de comportamento. " Meu sobrinho está traumatizado. Ele não quer mais ir para a escola. Antes, acordava animado todos os dias. Era o primeiro ano dele no Ensino Fundamental". Conta.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Smed), o professor trabalhava por contrato temporário, ele foi afastado e demitido no dia 11 de agosto, logo após a primeira denúncia ser comunicada à pasta, sendo tomada todas as medidas necessárias imediatamente após ter conhecimento das denúncias. 

A prefeitura informou ainda que o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar onde um relatório já foi entregue ao Ministério Público no dia 15; psicóloga e assistente social do Núcleo de Enfrentamento à Violência Escolar (Neve) acompanham as turmas da escola; apoio jurídico e psicológico foi disponibilizado às famílias.

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