São Leopoldo receberá novos recursos contra cheias

  • por Redação
  • Tuesday, 30 de July de 2024
São Leopoldo deve receber mais de R$ 249,3 milhões (Foto: Divulgação)

 

Em reunião realizada na manhã desta terça-feira (30) em Porto Alegre, o Governo Federal anunciou recursos do Novo PAC Seleções para projetos de reconstrução do Rio Grande do Sul. São Leopoldo deve receber mais de R$ 249,3 milhões em obras de infraestrutura e melhorias estruturais do sistema de proteção de cheias, que inclui elevação dos diques, construção de casa de bombas no Arroio Gauchinho no bairro Santos Dumont/Vila Brás e bacias de contenção e amortecimento. Os recursos prevêem ainda a construção do dique no bairro Feitoria, no valor de cerca de R$ 93 milhões. No total, o Governo Federal deve destinar quase R$ 9 bilhões ao municípios gaúchos na prevenção de enchentes.


No encontro que reuniu os ministros da Casa Civil, Reconstrução, Cidades e integração,  prefeitos da Região Metropolitana e governo do Estado, o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, defendeu que a fiscalização e controle dessas obras emergenciais sejam feitas pelos Consórcios das Bacias Hidrográficas e os municípios. "Porque os consórcios e os municípios conhecem a realidade, têm capacidade técnica e sabem do planejamento estratégico para os projetos dessas obras emergenciais que precisam ser executadas" , disse Vanazzi.


Projetos para São Leopoldo

Diques -  O Governo Federal liberou R$ 1,9 bilhão para os municípios da Bacia do Rio dos Sinos na execução de projetos do sistema de proteção de cheias (diques). Os projetos de São Leopoldo devem contemplar a elevação e melhorias nos diques, incluindo Arroio Cerquinha e construção do sistema de proteção no bairro Feitoria.

Drenagem Urbana - Serão R$ 69,4 milhões para a casa de bombas no Arroio Gauchinho, redes de galerias auxiliares para evitar o extravasamento do arroio no bairro Santos Dumont/Vila Brás e bacia de proteção e amortecimento, além do desassoreamento. 

Esgotamento Sanitário - O Arroio da Manteiga irá receber R$ 124 milhões para o esgotamento Sanitário.

Abastecimento de água - O município vai receber R$ 55,9 milhões para a execução de projetos de cinco reservatórios, três elevatórias e adutoras.

 

A história do sistema contra cheias


Depois da enchente de 1941 — que foi a maior da história do Estado, até maio de 2024 —, medidas foram tomadas para conter o avanço das águas sobre as cidades que sofreram com a cheia. São Leopoldo e Novo Hamburgo, por exemplo, constantemente alagadas pelo Rio dos Sinos, através do extinto Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), foram contempladas com a construção de seu Sistema de Proteção Contra as Cheias do Rio dos Sinos, para evitar novos danos às cidades. 

A obra foi iniciada em 1974, após estudos e recursos do governo federal com, também, financiamento do Banco KFW, da Alemanha. A construção, então, seguiu até a extinção da DNOS, durante do governo Fernando Collor, em 1990, levando à paralisação dos trabalhos — que estavam bem avançados, com cerca de 93% concluídos, faltando apenas alguns quilômetros de diques nas partes mais altas de São Leopoldo. Os pontos mais cruciais estavam prontos, aponta Gerske. 

Já no governo de Fernando Henrique Cardoso, estas obras que foram paradas pela extinção das autarquias federais, então, foram concluídas por meio de convênios — desta forma, alinhado com o Ministério do Planejamento e Orçamento, em 1995, o sistema de proteção contra cheias começou a sua conclusão, com repasses feitos à prefeitura, que coordenou a finalização.

O que, de fato, ocorreu nos anos seguintes, já com os convênios sendo transferidos para o Ministério da Integração Nacional, em 1999, mediante Termo de Sub-Rogação (nº 021/1999), que se tornou Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, em 2023. 

Artigos Relacionados