Fugitivos da penitenciária de Mossoró (RN), são capturados em Marabá (PA)

  • por Redação
  • Thursday, 04 de April de 2024
Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, de 33, foram capturados durante um cerco, eles escaparam da prisão de segurança máxima por um buraco na parede das celas, em 14 de fevereiro.(Foto: Polícia Federal)

 

A dupla que fugiu da penitenciária de Mossoró no dia 14 de fevereiro, foi detida em uma operação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na rodovia BR-222, próximo de Marabá, no Pará, cerca de 1,6 mil quilômetros de distância de Mossoró.

Após 51 dias de buscas incansáveis que reuniu todas as forças de segurança, Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, de 33, foram capturados durante um cerco, eles escaparam da prisão de segurança máxima por um buraco na parede das celas, em 14 de fevereiro.

No momento da recaptura, equipes da PF e da PRF estavam em uma ponte e prenderam não só os dois fugitivos, mas outros quatro homens que acompanhavam a dupla. Um dos comparsas estava armado com um fuzil. Os indícios são de que eles conseguiram escapar com a ajuda de integrantes de facções criminosas.

“(Os fugitivos) foram coadjuvados por criminosos externos e tiveram, portanto, auxílio dos seus comparsas e organizações criminosas, e estavam se dirigindo para o exterior”, explicou o ministro da justiça e segurança pública, que não revelou para qual país eles estavam tentando fugir. Ambos eram ligados ao Comando Vermelho (CV) do Acre, na divisa com a Bolívia.

Força-tarefa

Durante as buscas, foi montada uma força-tarefa com a participação dos governos federal e estadual, e até das guardas municipais. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) gastou mais de R$ 1 milhão em diárias para os policiais da Força Nacional.

No primeiro mês de buscas, a polícia coletou indícios de que os fugitivos estavam em um raio de 193 quilômetros da prisão de Mossoró. Os investigadores se guiavam por restos de comida, rastros e ajuda de cães farejadores. No entanto, com o passar das semanas, esses sinais desapareceram. A inteligência da PF identificou, então, que a dupla tinha saído do estado.

De acordo com o ministro, houve uma primeira tentativa de recaptura fora do Rio Grande do Norte, que não deu certo. Um total de 14 pessoas foram presas durante as buscas, por suspeita de ajudar os fugitivos. Uma investigação interna da Corregedoria-Geral da Secretaria Nacional de Políticas Penais mostrou que houve falhas na segurança.

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