Ex-deputado e diretor da ABIN, Alexandre Ramagem é solto pelo ICE nos EUA

  • por Redação
  • Thursday, 16 de April de 2026
Ele foi detido após uma abordagem policial permaneceu dois dias em um centro de detenção (Foto: Divulgação)


O ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, foi liberado da prisão nesta quarta-feira (15), nos Estados Unidos.

Ele havia sido detido na última segunda-feira (13) por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) durante uma abordagem de trânsito em Orlando, na Flórida.

Segundo informações divulgadas, ele deixou o centro de detenção de Orange County no início da tarde, mas os detalhes sobre as condições da liberação não foram informados.

A prisão ocorreu após autoridades identificarem que o passaporte de Ramagem estava vencido. O ex-deputado estava nos Estados Unidos desde setembro do ano passado, após deixar o Brasil mesmo com restrição judicial para sair do país.

Ele foi condenado a 16 anos de prisão no processo relacionado à suposta "trama golpista", mas responde em liberdade enquanto recorre da decisão.

O caso envolve ainda um pedido de extradição formalizado pelo governo brasileiro junto às autoridades norte-americanas no fim de 2025.

Ramagem, que também teve o mandato de deputado cassado, é investigado por suposto uso ilegal da estrutura da Abin para monitoramento de autoridades e outras figuras públicas.

Até o momento, não há confirmação sobre os próximos passos do processo após sua liberação. O caso desmente versões anteriores divulgada pelo governo brasileiro e pela Polícia Federal.

Influênciadores, deputados e até o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, gravaram vídeos comemorando a prisão de Ramagem e chegaram a dizer que a detenção foi fruto de um trabalho de cooperação entre agentes de estados americano e brasileiro.

O Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarou que pediu a extradição de Ramagem devido à suposta condenação, porém, devido ao pedido de asilo político que está sendo analisado pelo governo americano, o ex-parlamentar tem direito a pernamecer no país americano até o fim do processo de análise do pedido.

 

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