Caminhoneiros podem realizar nova paralisação por descumprimento de promessas no governo Temer

  • por Redação
  • Sunday, 24 de March de 2019
(Foto: Roberto Parizotti/Fotos Publicas)

 

Caminhoneiros de todo o Brasil estão convocando pelas redes sociais uma nova paralisação geral da categoria para o dia 30 de março, a reivindicação desta vez seriam as promessas que o ex-presidente Michel Temer havia assumido e não teria cumprido. A paralização está programada para a partir das 6 horas da manã.

O Gabinete de Segurança Institucional do Governo Federal está monitorando aplicativos de redes sociais e grupos de Whatsapp, onde o movimento está sendo organizado. A ideia é evitar que ocorra uma nova paralisação semelhante a de maio do ano passado.

Os caminhoneiros querem que sejam cumpridos os compromissos assumidos pelo ex-presidente preso Michel Temer(MDB). Entre as reivindicações da categoria está o pagamento mínimo da tabela de frete, a mudança para que o aumento dos combustíveis seja mensal e não diariamente como é hoje.

O governo quer evitar, a todo custo, que qualquer tipo de paralisação aconteça. Não quer, nem de longe, imaginar que pode enfrentar o mesmo problema que parou o País no ano passado.

Os primeiros dados são de que, neste momento, o movimento não tem a mesma força percebida no ano passado, mas há temor de que os caminhoneiros possam se fortalecer e cheguem ao potencial explosivo da última greve. Dentro do Palácio, o objetivo é ser mais ágil e efetivo e não deixar a situação sair de controle por ficarem titubeando sobre o assunto, como aconteceu com o ex-presidente Michel Temer, no ano passado.

Na semana passada, Wallace Landim, o Chorão, presidente das associações Abrava e BrasCoop, que representam a classe de caminhoneiros, teve reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Chorão também teve encontro com a diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e, ontem, se reuniu com o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio.

Segundo Landim, os ministros disseram que, até a próxima semana, o próprio presidente Jair Bolsonaro deve se manifestar sobre os pedidos dos caminhoneiros. Na pauta de reivindicações da classe estão três pleitos. O primeiro pedido diz respeito ao piso mínimo da tabela de frete. Os caminhoneiros reclamam que as empresas têm descumprido o pagamento do valor mínimo e cobram uma fiscalização mais ostensiva da ANTT. A agência, segundo Landim, prometeu mais ações e declarou que já fez mais de 400 autuações contra empresas.

O segundo item da pauta é o preço do óleo diesel. Os caminhoneiros querem que o governo estabeleça algum mecanismo para que o aumento dos combustíveis, que se baseia em dólar, seja feito só uma vez por mês, e não mais diariamente.

Wallace Landim afirma que não é a favor de uma paralisação no próximo dia 30, porque acredita que o governo tem buscado soluções, mas diz que "o tempo é curto" e as mudanças estão demorando. "Não acredito que deva ocorrer greve no dia 30, mas paralisações não estão descartadas. Estamos conversando."

Por meio de nota, o Ministério de Infraestrutura declarou que, no Fórum dos Transportadores Rodoviários de Cargas realizado ontem, esteve reunido com lideranças do setor e ouviu as demandas. O governo confirmou que tratou do piso mínimo, pontos de paradas e descanso e o preço do óleo diesel. 

 

 

 

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