Super live do 8/1 bate recorde de público e mostra que narrativa de extrema-esquerda "flopou" em Brasília

  • por Redação
  • Thursday, 09 de January de 2025
A super live contou com 8 horas de duração e foi maior que evento esvaziado do presidente em Brasília.

 

A Associação dos familiares e vítimas do 8 de janeiro (Asfav), realizou na tarde e noite desta quarta-feira (08), uma super live com juristas, deputados, jornalistas, senadores e parentes participaram das cerca de 8 horas de transmissão contra a narrativa de que os atos há dois anos atrás tenham sido uma tentativa de golpe de Estado. A audiência foi maior que o evento alusivo a data em Brasília, organizado pelo governo.

Divididos em oito blocos, a live se iniciou às 14h e se encerrou por volta das 22h, com o título, "8 de janeiro, dois anos de farsa" a transmissão reuniu mais de 280 mil pessoas no perfil da associação, e mais de 160 mil visualizações no canal da Rádio Auriverde Brasil, além de outras três plataformas e pela TV Flórida. 

No mesmo dia, um evento alusivo a data foi realizado no Palácio do Planalto, em Brasília e reuniu apenas 1,2 mil pessoas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma cerimônia para lembrar o 8/1 com entrega de obras de arte restauradas e um “abraço simbólico” na democracia.

VÍDEO: Assista clicando aqui a super live

O objetivo, de acordo com a advogada Gabriela Ritter, presidente da Associação, mostrar um contraponto à “narrativa imposta pela grande mídia e pelo Supremo Tribunal Federal (STF)” em relação aos atos do 8 de janeiro.  Então, “na live, traremos a verdade dos fatos do 8 de janeiro”, afirma Ritter, citando que os convidados apresentarão “provas de que tudo foi uma farsa”. 

Duranta a transmissão, foram atualizadas informações a respeito dos presos, exilados e também das tramitações dos pedidos de anistia e de contagem pública de votos, considerada uma das principais reivindicações dos envolvidos no 8/1.

O primeiro bloco da live foi apresentado pela jornalista Cristina Graeml, que conversou com representantes da Asfav e trouxe uma visão atualizada dos fatos. Logo depois, a advogada Fabiana Barroso conversou com o ex-desembargador Sebastião Coelho, o Procurador de Justiça Marcelo Rocha Monteiro e o advogado e professor especialista em liberdade de expressão, André Marsiglia. Juntos, mostraram as irregularidades nos processos, como o fato de os envolvidos nos atos serem tratados pior que traficantes.

A live contou histórias dos presos do 8/1, como as apresentadas no projeto “Vozes do 8 de Janeiro”, e com uma análise das investigações norte-americanas relacionadas ao processo eleitoral do Brasil em 2022. O tema foi abordado pela juíza Ludmila Lins Grilo e pelos jornalistas Paulo Figueiredo, Luís Ernesto Lacombe, Allan dos Santos e Max Cardoso.

Deputados e senadores também participaram da live, o deputado federal Marcel van Hattem, que se tornou alvo do STF recentemente, e com os parlamentares Rodrigo Valadares, Bia Kicis, Julia Zanatta, Eduardo Girão e Magno Malta. Em suas participações, eles trataram das denúncias feitas no exterior, informações relacionadas aos familiares dos envolvidos no 8/1 e do PL da Anistia.

O ponto alto da transmissão, foi a participação da família do comerciante Cleriston Pereira da Cunha, que morreu no Presídio da Papuda em novembro de 2023, apesar de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter emitido um parecer recomendando sua liberdade provisória meses antes.

No ano passado, advogados, jornalistas e parlamentares também realizaram uma super live para tratar do 8 de janeiro e das irregularidades cometidas nos processos. Na mesma data, o presidente Lula realizou uma solenidade chamada de “Democracia Inabalada” para relembrar os atos e comemorar a atuação da Justiça contra os envolvidos, sendo outro fracasso de participação de público.

O atual governo insiste a todo custo a narrativa uma suposta “trama golpista do 8 de janeiro” e, com base nessa narrativa, tem perseguido, incriminado e causado a morte de inocentes. “Este mesmo consórcio que celebra o salvamento do que chamam de ‘democracia’, hoje assume contornos de uma ditadura, que oprime os fracos e viola os direitos dos mais humildes”, pontua a organização na chamada do vídeo no canal da Asfav, no YouTube.

 

*Com informações: Correio do povo e Asfav

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