PM retoma Reitoria da USP após depredação e vandalismo promovidos por invasores

  • por Redação
  • Tuesday, 12 de May de 2026
Cerca de 50 policiais realizaram a retirada dos 150 invasores, no local, os militares encontraram armas brancas, drogas e destruição (Foto: Divulgação)

 

Em uma operação estratégica e precisa realizada na madrugada deste domingo (10), a Polícia Militar de São Paulo efetuou a desocupação do prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no campus do Butantã.

O local estava tomado por cerca de 150 militantes desde a última quinta-feira (7), em um movimento marcado por cenas de destruição do patrimônio público e desrespeito às normas da instituição.

A intervenção da PM foi necessária para garantir a retomada da ordem e a preservação do prédio histórico. Ao ingressarem no saguão, os policiais se depararam com um cenário de caos: mobiliário depredado, pichações, vidros estilhaçados e catracas avariadas. Além de interromper o vandalismo, a eficiência da varredura policial permitiu a apreensão de itens perigosos que estavam em posse dos invasores, incluindo facas, canivetes, bastões e porções de drogas.

O movimento, parte de uma greve estudantil, reivindicava o aumento do auxílio-permanência para o valor do salário mínimo paulista, reformas nas moradias estudantis (CRUSP) e melhorias na alimentação dos restaurantes universitários. Os manifestantes também cobravam a retomada imediata de mesas de negociação com a reitoria.

Em nota oficial, a Reitoria da USP repudiou a invasão, afirmando que a "violência substituiu o diálogo". A administração esclareceu que as tratativas chegaram a um limite devido à inviabilidade orçamentária de algumas demandas e que diversos itens da pauta já haviam sido parcialmente atendidos. Segundo a instituição, a ocupação e a depredação inviabilizaram a continuidade das conversas de forma democrática.

A rapidez da Polícia Militar evitou que o prejuízo ao erário público fosse ainda maior, permitindo que a administração central da USP iniciasse a avaliação dos danos para retomar as atividades o mais breve possível. O campus permanece sob vigilância para evitar novas tentativas de invasão, reafirmando o compromisso com a proteção do patrimônio de todos os paulistas.

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