Polícia apreende adolescentes por estupro coletivo de crianças na Zona Leste de SP; adulto foi preso na Bahia

  • por Redação
  • Sunday, 03 de May de 2026
Crime ocorreu no feriado de 21 de abril, na região de União de Vila Nova; imagens da violência circularam em redes sociais e geraram revolta na comunidade.(Foto: Street View)

 

A Polícia Civil de São Paulo investiga um crime brutal que chocou os moradores do bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital.

Dois meninos, de 7 e 10 anos, foram vítimas de um estupro coletivo ocorrido durante o feriado de Tiradentes, no último dia 21 de abril. Até o momento, três adolescentes foram apreendidos por envolvimento no crime.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 63º DP (Vila Jacuí), os abusos teriam sido cometidos por um grupo de cinco pessoas: um homem adulto e quatro adolescentes.

A denúncia formal foi apresentada à polícia apenas três dias após o ocorrido, em 24 de abril, quando vídeos gravados pelos próprios agressores começaram a circular em grupos de mensagens e redes sociais.

As imagens, que mostram a violência contra os menores em situação de vulnerabilidade, serviram como prova crucial para a identificação dos suspeitos.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que, após diligências da Polícia Civil, três dos adolescentes envolvidos foram localizados e apreendidos. Eles permanecem à disposição da Justiça e da Fundação Casa.

As autoridades agora concentram esforços na captura do principal suspeito adulto, que já teve a prisão temporária decretada, e do quarto adolescente envolvido.

O suspeito foi identificado como Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos foi localizado pela Guarda Civil Municipal de Brejões, no interior da Bahia (região de Jequié), a cerca de 1.600 km de distância da capital paulista.

Ele foi detido no distrito de Serrana após uma denúncia de tentativa de furto em uma residência. Ao ser abordado, os agentes o reconheceram como o foragido de São Paulo.

Segundo as autoridades da Bahia, Alessandro confessou o envolvimento nos abusos e afirmou ter fugido de São Paulo por medo de ser morto por moradores ou facções criminosas.

As duas crianças passaram por exames periciais no Instituto Médico Legal (IML) e receberam atendimento médico imediato para a profilaxia de doenças.

Elas já receberam alta hospitalar e, segundo o Conselho Tutelar da região, estão sendo acompanhadas por uma rede de proteção psicossocial. Por se tratar de crimes contra menores, o processo corre em segredo de Justiça.

A gravidade do caso provocou uma onda de protestos no bairro União de Vila Nova. No início desta semana, moradores e familiares realizaram uma manifestação pedindo justiça e celeridade nas investigações.

O policiamento na região foi reforçado para evitar atos de retaliação popular contra familiares dos suspeitos que ainda residem no local.

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