Profissionais de saúde do Hospital Centenário em São Leopoldo, são demitidos após manifestações por falta de pagamento

  • por Redação
  • Wednesday, 04 de December de 2024
Os agora ex-funcionários foram demitidos após realizar manifestação em frente ao Hospital para reivindicar o pagamento dos salários. (Foto: Dia Dia Com/arquivo)

 

Profissionais de saúde terceirizados do Hospital Centenário que realizaram protestos por falta de pagamento dos salários, em novembro começaram a ser demitidos nesta segunda-feira (02). Os agora ex-funcionários alegam perseguição do governo municipal após os atos.

Na primeira parte das demissões, ao menos 16 dos quase 30 funcionários que participaram das manifestações por falta de pagamentos foram desligados,  o grupo chegou a entregar a presidência da Câmara Municipal de São Leopoldo, antes disso, segundo os profissionais, uma diretora de enfermagem já estava perseguindo os técnicos que participavam dos atos.

Eles ainda confirmaram que ao menos três coordenadoras da empresa IDEC, que assumiu recentemente a terceirização dos técnicos de enfermagem e enfermeiros, após a saída da empresa IDEAS, foram nomeadas pela antiga diretora do hospital Gisele Vieira, que mesmo fora do cargo e do hospital, permanece comandando alguns setores.

Entre os demitidos, estão muitos profissionais que atuaram incansavelmente nas enchentes que assolaram a cidade em maio, muitos precisaram chegar ao local de caminhões do exército e não tinham hora para sair, a maioria perdeu suas casas na maior tragédia climática já vista na história da cidade e agora que começavam a reconstruir os locais perderam os empregos.

Os salários de outubro e nem a rescisão, foram pagos segundo  os profissionais e foram informados pelo Sine, que não será possível encaminhar o seguro desemprego destes ex-funcionários, os profissionais entregaram um documento na Câmara para evitar que não houvesse nenhum tipo de retaliação com  os funcionários em função das ações que foram realizadas para a cobrança de suas verbas rescisórias com a  empresa IDEAS.

Os participantes das manifestações informaram a reportagem que foram ridicularizados, sofrendo com piadas e ameaças por representantes da nova empresa IDEC,  por estarem participando de reuniões, conversas, onde buscavam os direitos, salientando que nunca deixaram de exercer suas funções para realizarem qualquer tipo de manifestação pacífica. 

O documento recebido com exclusividade pelo Portal Dia Dia News sinalizou algumas situações com a nova empresa IDEC ao qual obrigaram o uso de uniforme, não tendo disponibilizado ainda nenhum e proibindo os profissionais de usar os fornecidos pelo Hospital, mesmo tendo sido acordado que poderia ser usado até o fornecimento dos novos. 

Referente aos 40% de insalubridade que seria calculado sobre o salário base que foi o que o nova empresa informou diante de mais ou menos 50 pessoas e quando realmente questionados sobre isso, informaram que seria calculado esse valor sobre o mínimo, salientando que tal assunto foi falado em reunião com os funcionários que foram contratados, com a presença de vereadores que estão terminando seu mandato e até que vão iniciar, e até o presente momento não se sabe como realmente vai ser pago os 40%. 

O documento de licitação pública exige a nova empresa não possui RH físico na cidade o que acarreta demora nas respostas e nos prejudica pois só existe um contato de uma representante e que muitas vezes não sabe o que responder. Deixando claro que atualmente não se tem um comitê de ética que poderia ter ajudado nessa questão de verbas, pois só começaram a manifestar porque não tiveram nenhum tipo de respaldo jurídico de nenhuma classe, e que sem o mesmo, muitas questões ficam sem ser questionadas ou esclarecidas. 


As empresas foram procuradas porém até o fechamento desta matéria, não havia recebido respostas, a prefeitura de São Leopoldo também não respondeu aos questionamentos do portal, já  comissão de saúde da Câmara entrou com contato com a direção do Hospital Centenário, que segundo eles, terão uma reunião, a presidente da Câmara Iara Cardoso (PDT) pediu uma visita de fiscalização no hospital para averiguar a situação dos funcionários e para solucionar o problema.

 

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