Forte temporal deixa rastro de destruição e uma morte no Uruguai; sistema avança e coloca o Rio Grande do Sul em alerta máximo

  • por Redação
  • Saturday, 18 de July de 2026
Cidade de Salto foi a mais atingida durante a madrugada deste sábado com ventos violentos e queda de estruturas; fronteira gaúcha e região central do estado já se preparam para chuvas extremas e ventanias superiores a 90 km/h nas próximas horas.(Foto: Reprodução)

 

A passagem de uma forte tempestade na madrugada deste sábado (18), causou graves estragos, deixou feridos e provocou pelo menos uma morte na cidade de Salto, localizada no norte do Uruguai, na fronteira com o Brasil.

O sistema de instabilidade gerou ventos violentos e muita chuva em curto espaço de tempo, destruindo casas e afetando os serviços básicos da região. A vítima fatal foi uma mulher que trafegava de motocicleta pela cidade, atingida na cabeça por pedaços de um telhado que se desprendeu com a força do vento. Equipes de socorro e a polícia uruguaia trabalham desde as primeiras horas do dia no atendimento aos desabrigados e feridos.

A força do vento derrubou dezenas de árvores, postes de iluminação pública e pesadas estruturas metálicas comerciais. Muitas moradias foram completamente destelhadas e há relatos de desabamentos parciais de residências.

O fornecimento de energia elétrica e o serviço de água foram cortados em diversos bairros de Salto devido à queda da fiação principal. Ruas e avenidas importantes seguem bloqueadas por escombros e galhos, o que dificulta o deslocamento das equipes de resgate na região atingida.

O mesmo sistema de tempestades que atingiu o Uruguai está se deslocando rapidamente em direção ao território brasileiro. Diante da gravidade da situação, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul elevou o status de monitoramento e colocou partes do estado em alerta vermelho de perigo severo.

Os meteorologistas alertam que o período mais crítico ocorre entre este sábado e o domingo. Áreas da Fronteira Oeste, da Campanha e da Região Central, incluindo municípios como Santa Maria, Alegrete, Uruguaiana, Santiago e São Gabriel, correm riscos imediatos de alagamentos e danos na infraestrutura.

Os volumes acumulados de chuva podem passar de duzentos milímetros em pouquíssimo tempo, gerando cheias rápidas em pequenos rios e arroios, além de grandes inundações nas cidades.

Também estão previstas rajadas de vento que devem superar facilmente os noventa quilômetros por hora, com potencial para causar novos destelhamentos e quedas de árvores. Há ainda forte probabilidade de queda de granizo e as autoridades não descartam o risco para a formação de fortes redemoinhos de vento de forma isolada, devido à grande instabilidade do ar.

O prognóstico meteorológico para os dias seguintes aponta que o cenário de alto risco no Sul do Brasil vai se estender até a próxima terça-feira, 21 de julho. O avanço das áreas de instabilidade, impulsionado pela influência climática que intensifica temporais na região, deve concentrar volumes de chuva ainda mais expressivos no Rio Grande do Sul, com acumulados totais que podem alcançar a marca histórica de trezentos a quatrocentos milímetros até o fim do período.

A partir de segunda-feira, a principal preocupação dos especialistas deixa de ser o vento e passa a ser o impacto acumulado da água. O risco de enchentes severas e transbordamento de arroios e córregos é alto, especialmente nas faixas sul e central do estado gaúcho.

Enquanto isso, o bloqueio de ar quente e seco nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil impedirá que essa frente de tempestades avance para o restante do país, mantendo toda a instabilidade presa sobre a Região Sul, o que também deve provocar chuvas fortes e rajadas de vento em áreas de Santa Catarina e no oeste do Paraná.

A Defesa Civil estadual pede que os moradores dessas áreas de risco evitem sair de casa durante os momentos de chuva mais forte. Caso o cidadão seja pego pela tempestade na rua, a orientação é nunca se abrigar debaixo de árvores, torres de energia ou placas de sinalização, e não estacionar veículos perto dessas estruturas. Também é fortemente recomendado não tentar atravessar ruas alagadas, seja a pé ou utilizando carros.

Moradores que vivem perto de encostas ou em áreas que costumam inundar devem deixar os locais preventivamente e procurar abrigos seguros. Em caso de qualquer emergência ou necessidade de resgate, a população deve ligar imediatamente para o telefone 199, da Defesa Civil, ou 193, para acionar o Corpo de Bombeiros.

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