Polícia reforça segurança nas ruas da capital gaúcha, após seis mortes em apenas um dia

  • por Redação
  • Saturday, 27 de June de 2026
Governo envia mais policiais para os bairros, faz buscas em cadeias e isola chefes de facções para parar onda de ataques. (Foto: Divulgação)

 

Uma sequência de ataques a tiros assustou os moradores de Porto Alegre e fez a polícia começar uma operação de emergência. A decisão foi tomada após a cidade registrar seis assassinatos em menos de 24 horas.

A última morte confirmada foi a de um homem que estava internado depois de ser baleado na Zona Norte nesta quinta-feira (25). Para tentar conter a violência, equipes da Brigada Militar e da Polícia Civil saíram às ruas na noite de sexta-feira (26) com o objetivo de ocupar os bairros mais afetados e evitar novos crimes.

A presença dos policiais foi reforçada principalmente nos locais onde os ataques aconteceram. Um desses pontos é o bairro Mário Quintana, onde um adolescente de 16 anos e outros dois jovens, de 19 e 22 anos, foram baleados por criminosos.

O menor de idade e um dos adultos morreram. Além de colocar mais viaturas e um helicóptero nas ruas, as autoridades decidiram fazer vistorias rigorosas dentro das prisões e transferir os líderes do crime para outros presídios, tentando cortar a comunicação deles com as ruas.

A principal suspeita da polícia é de que as mortes aconteceram por causa de uma guerra pelo controle do tráfico de drogas e por vingança entre grupos rivais.

Pouco tempo depois do ataque no Mário Quintana, dois homens e uma mulher foram assassinados dentro de uma casa no Passo das Pedras. Horas mais tarde, uma jovem chamada Eduarda da Graça Machado também foi morta em frente à sua residência, na Vila Jardim, após dois homens passarem de moto e darem vários tiros.

Os investigadores acreditam que toda essa violência começou na terça-feira anterior, quando dois homens foram assassinados no bairro Cristal, na Zona Sul. Um dos mortos era parente de um chefe do tráfico da Vila Cruzeiro.

A partir daí, os criminosos teriam começado a atacar bairros controlados por rivais para se vingar, gerando um ciclo de ataques e respostas. Apenas o caso da Vila Jardim parece não ter ligação direta com essa briga.

A Secretaria da Segurança Pública informou que duas delegacias de homicídios estão trabalhando para descobrir quem cometeu e quem mandou fazer os crimes.

O governo explicou que o policiamento reforçado nesses bairros vai continuar por tempo indeterminado, até que a situação seja controlada e os moradores fiquem seguros.

Artigos Relacionados