Polícia Civil e versão de testemunhas divergem sobre confusão armada na BR-116 em Novo Hamburgo

  • por Redação
  • Sunday, 19 de July de 2026
Testemunhas acusam agentes de provocar acidente e dirigir sob efeito de álcool, enquanto corporação alega desacato e nega colisão.(Foto: Divulgação)

 

A Polícia Civil apresentou neste domingo (19), sua versão sobre a confusão envolvendo dois agentes de São Leopoldo e um motoboy na BR-116, em Novo Hamburgo, na última sexta-feira.

O caso aconteceu na tarde de uma sexta-feira (17), e ganhou grande repercussão na internet após a divulgação de vídeos que mostram a abordagem. Nas imagens gravadas por pessoas que passavam pelo local, é possível ver os policiais civis descendo do carro com armas em punho para render o motociclista.

Segundo o delegado Ericson Mota, os policiais militares estavam voltando para casa após o horário de trabalho quando se envolveram em um desentendimento de trânsito com o motociclista.

A versão oficial da polícia afirma que o motoboy ofendeu os agentes e, no primeiro momento, não obedeceu à ordem para parar o veículo. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, que ficou responsável por investigar o que realmente aconteceu. O depoimento do motoboy não foi oficializado no dia do ocorrido porque ele não tinha um advogado acompanhando o caso.

Por outro lado, pessoas que presenciaram a cena afirmam uma história diferente da versão dos policiais. De acordo com as testemunhas, o motociclista teria sofrido uma fechada pelo carro dos agentes, o que fez com que ele caísse na pista de rolamento.

A partir dessa queda, teria começado a discussão generalizada. A Polícia Civil, no entanto, nega categoricamente que tenha ocorrido qualquer tipo de acidente de trânsito antes da abordagem armada.

Outro ponto de grande conflito entre as versões envolve o comportamento dos policiais civis. Testemunhas afirmaram que os agentes apresentavam sinais de terem consumido bebidas alcoólicas antes de assumirem a direção.

A Polícia Civil declarou publicamente que não existe nenhuma prova dessa acusação, embora a própria instituição tenha confirmado que nenhum teste de bafômetro foi realizado nos agentes após o incidente.

A investigação aberta pela corporação agora busca esclarecer como os fatos aconteceram, avaliar a conduta de todos os envolvidos e resolver as contradições dos depoimentos.

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