Jovem morre em Limeira (SP) após ser lançada de ponte sem corda de segurança durante rope jump

  • por Redação
  • Sunday, 14 de June de 2026
A estudante faleceu após ser arremessada de uma altura de 40 metros sem os equipamentos de segurança conectados, gerando uma intensa mobilização de equipes de resgate e uma perseguição policial com o helicóptero Águia na área de mata.(Foto: Divulgação)

 

Uma jovem universitária de 21 anos morreu após ser jogada da Ponte do Esqueleto, uma estrutura ferroviária desativada localizada na zona rural entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, neste sábado (13).

A estudante viajou do município de Jandira para praticar o rope jump, uma modalidade de salto de pêndulo em queda livre. O momento do acidente foi registrado em vídeo por testemunhas, mostrando o instante em que a jovem é carregada de bruços por dois instrutores e lançada ao vazio sem que a corda de segurança principal estivesse presa ao seu corpo.

O cabo obrigatório permaneceu totalmente solto sobre a plataforma de madeira, provocando desespero imediato entre as dezenas de pessoas que acompanhavam a atividade esportiva no local.

A cronologia exata dos acontecimentos revela a sucessão de falhas e as ações imediatas tomadas após a queda da jovem.

No início da manhã de sábado, Maria Eduarda chegou ao local acompanhada de dezenas de entusiastas do esporte radical e registrou os últimos momentos felizes ao publicar uma foto da estrutura em suas redes sociais com uma legenda descontraída sobre a coragem de pular da ponte.

Pouco tempo depois, na plataforma de salto, ocorreu a negligência crítica quando os operadores arremessaram a universitária sem notar que a corda principal de segurança continuava estendida no chão. O impacto violento contra o solo na base da estrutura aconteceu segundos depois, desencadeando gritos de desespero e correria entre as testemunhas.

A reação ao desastre deu início à tentativa desesperada de resgate e à subsequente fuga de parte dos responsáveis.

Imediatamente após a queda, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados e se deslocaram para a região de difícil acesso.

Diante da gravidade do impacto e da complexidade do terreno abaixo da ponte ferroviária, o helicóptero Águia da Polícia Militar foi mobilizado às pressas para prestar apoio aéreo prioritário no resgate. Apesar dos esforços intensos das equipes médicas e dos socorristas que desceram até a base, a morte da estudante de educação física foi constatada ainda no local em decorrência de um politraumatismo severo.

Ao perceberem o óbito da vítima e a chegada iminente das autoridades, dois dos instrutores responsáveis pelo salto abandonaram a plataforma e fugiram correndo em direção à vegetação fechada que circunda a linha férrea.

Essa evasão deu início a uma caçada policial minuciosa na zona rural, mobilizando viaturas por terra e os tripulantes do helicóptero Águia, que realizaram sobrevoos rasos para mapear visualmente a floresta densa.

A perseguição aérea e terrestre foi bem-sucedida ao localizar e capturar os operadores escondidos na mata para evitar a responsabilização criminal imediata.

No desfecho da ocorrência, a Polícia Civil conduziu seis pessoas ligadas às empresas organizadoras do evento para a delegacia da região.

A autoridade policial determinou a prisão em flagrante de três indivíduos pelo crime de homicídio com dolo eventual, apontando que os profissionais assumiram o risco de morte ao arremessar a jovem sem a checagem básica dos cabos.

Enquanto os organizadores alegam que o caso foi uma fatalidade isolada cometida por profissionais experientes que cobravam 180 reais por participante, o trágico episódio gerou forte comoção e reacendeu o debate nacional sobre a falta de fiscalização e regulamentação rígida para a prática de esportes de aventura em estruturas públicas desativadas.

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