Incêndio em trem após curto-circuito gera pânico, mobiliza resgate da PM e provoca caos completo em São Paulo

  • por Redação
  • Friday, 24 de July de 2026
Fogo em vagão perto do Brás interrompeu linhas, forçou passageiros a andarem pelos trilhos e provocou engarrafamentos históricos em toda a cidade nesta quinta-feira.(Foto: Divulgação)

 

Um incêndio atingiu o vagão de um trem lotado de passageiros na região do Brás, no centro de São Paulo, na madrugada desta quinta-feira (23), espalhando pânico e provocando um caos generalizado no transporte e no trânsito da capital.

O incidente começou por volta das 5h40 da manhã, perto da rua Bresser, após faíscas no lado externo da composição e um forte estalo de curto-circuito, forçando a interrupção imediata da viagem e a evacuação às pressas das pessoas.

Diante do perigo e da fumaça que invadiu o vagão, centenas de passageiros precisaram descer diretamente na via férrea e caminhar assustados pelos trilhos.

A Polícia Militar montou uma grande operação de apoio emergencial no local, com agentes de vários batalhões ajudando as pessoas no resgate e na saída das linhas, auxiliando inclusive mulheres, idosos e trabalhadores a pularem muros e escalarem barrancos para alcançar as ruas em segurança.

O reflexo do acidente travou a cidade e paralisou completamente as linhas que ligam o centro à zona leste e à Grande São Paulo.

Para conter o nó no trânsito, a prefeitura suspendeu o rodízio de veículos, mas as principais avenidas da região registraram mais de 750 quilômetros de lentidão acumulada.

Ônibus do plano de emergência (PAESE) foram acionados e as transferências para o metrô foram liberadas gratuitamente, mas as plataformas e pontos ficaram completamente superlotados, com passageiros enfrentando atrasos de até quatro horas.

A empresa privada que opera o trecho informou que uma falha elétrica desligou a energia da linha e gerou o fogo. Como a concessionária havia assumido o serviço de forma definitiva apenas dois dias antes do ocorrido, o governo estadual classificou a situação como inaceitável e determinou que a antiga companhia estatal reassuma o controle das linhas por 90 dias, enquanto um comitê investiga os motivos da pane grave.

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