Luto no Esporte: Morre Oscar Schmidt, o "Mão Santa", aos 68 anos

  • por Redação
  • Friday, 17 de April de 2026
Maior cestinha da história do basquete e ícone do esporte brasileiro, Oscar lutava contra um tumor no cérebro desde 2011.(Foto: Divulgação)

 

O esporte brasileiro perdeu nesta sexta-feira (17) um de seus maiores heróis. Oscar Schmidt, o eterno "Mão Santa", faleceu aos 68 anos em São Paulo.

O ex-jogador, que vinha travando uma batalha resiliente contra um câncer no cérebro diagnosticado há mais de uma década, não resistiu a complicações de saúde após ser hospitalizado nos últimos dias.

A notícia foi confirmada por familiares e pela assessoria do ex-atleta. O falecimento de Oscar interrompe uma trajetória marcada por recordes mundiais, superação pessoal e um patriotismo que o tornou um dos atletas mais queridos da história do país.

Uma Carreira de Recordes

Oscar Schmidt não foi apenas um jogador de basquete; ele foi uma máquina de pontuar. Ao longo de sua carreira profissional, ele acumulou impressionantes 49.737 pontos, marca que o coloca como o maior cestinha da história do esporte mundial.

Sua história com a Seleção Brasileira é lendária. Oscar disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos (Moscou-1980 a Atlanta-1996) e detém, até hoje, o recorde de maior pontuador da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos.

Em 1987, ele liderou o Brasil na épica vitória sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, uma das maiores zebras e conquistas do esporte nacional.

Reconhecimento Mundial

Mesmo sem nunca ter jogado na NBA — ele optou por não ir para a liga americana para poder continuar defendendo a Seleção Brasileira, regra que mudaria anos depois —, Oscar foi reconhecido globalmente. Ele é membro do Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, e do Hall da Fama da FIBA.

Sua passagem pela Itália e pela Espanha também é reverenciada, onde quebrou recordes de pontuação e conquistou títulos, tornando-se um embaixador do basquete brasileiro na Europa.

A Luta Fora das Quadras

Desde 2011, Oscar enfrentava um glioma (tumor cerebral). Ele passou por cirurgias e sessões de quimioterapia, sempre tratando a doença com o mesmo otimismo e garra que demonstrava em quadra. Em diversas entrevistas, ele afirmava que "não tinha medo de morrer" e que vivia cada dia como uma vitória.

Nos últimos anos, Oscar se dedicou a palestras motivacionais, onde compartilhava sua experiência de vida e os valores de disciplina e treinamento que o levaram ao topo do mundo.

Homenagens

Clubes por onde passou, como Palmeiras, Corinthians e Flamengo, além da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), publicaram notas de pesar. Atletas e personalidades de diversas gerações inundaram as redes sociais com mensagens de gratidão ao homem que ensinou o Brasil a amar o basquete.

O velório deverá ser aberto ao público, em local a ser definido pela família, para que os fãs possam prestar as últimas homenagens ao ídolo que transformou o arremesso de três pontos em uma forma de arte.

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