Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualiza estragos causados por temporais e fortes ventos no estado

  • por Redação
  • Sunday, 19 de July de 2026
Boletim aponta desalojados, quedas de árvores, falta de energia e destelhamentos em dezenas de municípios após rajadas de vento passarem dos 90 km/h.(Foto: Divulgação



O Rio Grande do Sul registrou uma série de estragos em diversas regiões devido aos temporais e ventos fortes que atingiram o estado nas últimas horas. De acordo com o novo relatório divulgado pela Defesa Civil estadual na noite deste domingo (19), o volume acumulado de chuva chegou a 61,7 milímetros em São Sepé em apenas seis horas, enquanto a cidade de Alegrete liderou o acumulado em 12 horas, registrando 107,2 milímetros.

O impacto do clima severo também foi sentido na força dos ventos. As maiores rajadas ocorreram em São José dos Ausentes e em Santa Maria, onde os medidores marcaram a velocidade de 90 km/h, provocando estragos na infraestrutura local.

Diante do comportamento do sistema meteorológico, que avançou com menos severidade do que as projeções iniciais indicavam, a Defesa Civil estadual reclassificou o nível de risco de vermelho (alerta máximo) para laranja (atenção) em 36 municípios da Fronteira Oeste e da Região Central.

O balanço consolidado deste domingo aponta dinâmicas diferentes ao longo do dia em relação aos moradores afetados. No boletim oficial da noite, a Defesa Civil contabiliza 19 pessoas que precisaram deixar suas casas e estão desalojadas em todo o território gaúcho.

O município com o maior número de moradores nessa situação é Alegrete, com cinco desalojados. Em seguida aparecem Santa Maria com quatro pessoas, Dona Francisca e São Borja com três cada uma, além de Cerro Branco e Vale do Sol, que registram duas pessoas desalojadas cada.

Houve uma alteração importante em relação ao relatório emitido no período da manhã, quando o órgão estadual registrava 10 pessoas desalojadas fixadas em apenas três municípios (Alegrete, São Borja e Cerro Branco).

O aumento para 19 desalojados reflete a inclusão de famílias assistidas em novas localidades no decorrer da tarde, embora o número de desabrigados que necessitam de abrigos públicos tenha zerado, restando apenas os moradores acolhidos em casas de parentes. As equipes de assistência social e de socorro já atuam nessas localidades para prestar o apoio necessário e distribuir materiais de ajuda humanitária.

O relatório detalha um cenário de destelhamentos de moradias, quedas de árvores sobre vias públicas e interrupções no fornecimento de energia elétrica e água em mais de 40 municípios.

Cidades como Pelotas, Uruguaiana, Bagé, Canguçu e Rio Grande sofreram com danos em telhados de residências, comércios e prédios públicos, além do bloqueio de estradas por queda de vegetação.

Em algumas localidades, como em Jaguarão, os ventos derrubaram estruturas em construção e deixaram bairros inteiros sem luz. Esse avanço de danos superou significativamente os dados do início da manhã, que indicavam problemas em apenas 21 cidades.

Apesar do aumento de pontos afetados e do pico de 25 mil consumidores sem luz registrado no início da tarde, as equipes municipais e as concessionárias de energia avançaram de forma expressiva nos reparos no início da noite, desobstruindo estradas e restabelecendo parcialmente os serviços essenciais que haviam sido interrompidos na madrugada.

Para as próximas horas, os órgãos de proteção recomendam que a população permaneça atenta e evite locais de risco, como áreas sujeitas a alagamentos ou próximas a árvores e postes de alta tensão.

A Defesa Civil e as autoridades locais seguem monitorando as condições do tempo e mantêm o atendimento de emergência ativo para novos chamados. O órgão reforça que, em caso de urgência ou necessidade de socorro imediato, os cidadãos devem entrar em contato pelos telefones de emergência disponibilizados pelas autoridades.

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