Ministério da Saúde decide não incluir vacina contra Meningite B no SUS; entenda os motivos

  • por Redação
  • Friday, 08 de May de 2026
Apesar de ser a principal causa da doença bacteriana em bebês no Brasil, o imunizante 4CMenB continuará disponível apenas na rede privada, com custo que pode chegar a R$ 2 mil.(Foto: Divulgação)

 

O Ministério da Saúde oficializou a decisão de não incorporar a vacina meningocócica B (conhecida como 4CMenB) ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com a medida, publicada recentemente no Diário Oficial da União, o imunizante segue restrito a clínicas particulares, onde o esquema vacinal completo representa um alto investimento para as famílias brasileiras.

A vacina é projetada para proteger contra a meningite do tipo B, uma infecção severa das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Atualmente, o sorogrupo B é um dos principais responsáveis por casos de doença meningocócica no país, especialmente entre bebês menores de um ano.

A decisão de barrar a inclusão da vacina partiu de avaliações técnicas e orçamentárias. Segundo o parecer da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), pesaram na balança o alto custo de aquisição para o Estado em comparação com o impacto epidemiológico projetado.

Embora a doença seja grave, a análise técnica considerou que os recursos públicos devem ser priorizados para estratégias de imunização com maior alcance populacional e custo-benefício imediato para a rede pública.

Apesar da ausência da vacina para o tipo B, o calendário nacional de vacinação do SUS permanece oferecendo proteção contra outros tipos de meningite, como a Meningocócica C, destinada a bebês aos 3, 5 e 12 meses de idade, e a Meningocócica ACWY, oferecida para adolescentes de 11 a 14 anos, que também serve como um reforço para a proteção indireta de outras faixas etárias.

Para quem deseja imunizar os filhos contra o tipo B, o caminho segue sendo o setor privado. O esquema vacinal varia de duas a três doses, dependendo da idade em que a criança inicia a imunização.

Em média, cada dose custa entre R$ 500 e R$ 700, elevando o custo total do tratamento para cerca de R$ 2.000 em muitos estados. Especialistas alertam que a meningite é uma doença de evolução rápida e que pode deixar sequelas graves ou levar ao óbito em menos de 24 horas.

A orientação para pais e responsáveis é manter a caderneta de vacinação do SUS rigorosamente em dia para garantir a proteção contra os demais sorogrupos disponíveis.

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